Entrevista de Cláudia Ohana à Revista Quem

  • segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
  • José
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  • Foto: Fábio Cordeiro


         A edição nº 700 da revista Quem publicou uma entrevista muito legal com a atriz Cláudia Ohana;
         A versão digital desse bate-papo está disponível no site oficial da publicação. Confira abaixo a reprodução da entrevista!



    Claudia Ohana: “Tenho alma hippie. Mas sou uma hippie Armani” 

    Avó de dois netos aos 51 anos, a atriz conta que ainda sente vontade de ser mãe outra vez, possivelmente com o atual namorado, Yussef Kalume, de 34 anos. Na novela 'Joia Rara', ela interpreta Laura, papel que, segundo diz, não tem a ver com sua personalidade nada submissa. E faz uma confissão: “Sou viciada em roupas”


    Foto: Fábio Cordeiro



    Cláudia Ohana é otimista, alto-astral e independente, mas confessa que gostaria de ser mais vezes “dominada”, como Laura, sua personagem em Joia Rara, da TV Globo, que aceita as imposições do marido, Valter, vivido por Leopoldo Pacheco. “Adoraria encontrar um homem que me deixasse submissa. Na minha vida, as pessoas não me param”, conta ela, aos risos, para em seguida afirmar que está feliz com o namoro de três anos com o fotógrafo Yussef Kalume, 34 anos. A atriz, de 51 anos, não pretende, pelo menos por enquanto, oficializar a união. Mas não descarta a possibilidade de ser mãe novamente. “Até porque o Yussef não tem filhos, então, quem sabe?”, diz ela, avó de dois netos: Martim, 8, e Arto, 1, de sua única filha, Dandara, 30.
    Carioca, filha da montadora de cinema Nazareth Ohana  e do pintor Arthur Carneiro, com quem não teve contato, Claudia foi criada pela tia materna, Denise, e pela irmã mais velha, Cristina. A mãe, ela só conheceu aos 5 anos. “Não foi um drama, um ‘oh, meu Deus!’. Só pensava ‘caramba, tenho duas mães!’”, diz ela, que é meia-irmã por parte de pai do autor de novelas João Emanuel Carneiro.
    Foto: Fábio Cordeiro

    QUEM: Como você cumpre o papel de avó?
    CO: Fico mais com o Martim. O Arto só tem 1 ano, é agarrado à Dandara. Mas tem que relaxar com avó, né? Não educo. Não podem dar essa obrigação para a avó. Gostoso é: “Mãe, fica aí com o Martim?”. Fico! Vamos brincar, ver TV e nada de comida certinha. Faço cabelinho de anjo (macarrão) e ovos mexidos.
    QUEM: Pesa falar que já passou dos 50 anos?
    CO: 
    Tenho orgulho da idade, acho bonito falar que tenho 51! Só tem uma maneira de não envelhecer: morrer jovem. E isso ninguém quer.
    QUEM: Envelhecer traz rugas. Pretende fazer plásticas?
    CO: 
    Não sou escrava do pensamento que obriga as pessoas a não conviver com rugas. Nunca fiz plástica nem coloquei silicone. Quero fazer pequenas intervenções.Sou atriz, quero ter expressão, embora ache que sou a única no meio que, quando chora, tem rugas (risos).
    QUEM: Até hoje se fala do seu primeiro ensaio nu, em 1985, no qual você exibiu a “não depilação” pubiana. Isso a incomoda?
    CO: 
    O engraçado é que na época ninguém comentou. De repente, alguém reparou e virei referência  da “não depilada”. Uma repórter uma vez me telefonou: “O ensaio da Nanda Costa também está dando o que falar. Você como representante...”. Não deixei nem ela acabar. “Meu amor, estou fazendo um espetáculo, uma novela e você me pergunta sobre pentelho? Beijo e tchau.” É demais! E, para ficar bem claro, eu me depilo há tempos.
    Foto: Fábio Cordeiro


    QUEM: Você é da geração sexo, drogas e rock’n’roll. Qual foi o seu barato?
    CO: 
    O álcool foi minha droga. Comecei a beber com 13 anos e, aos 18, fui parando. Era tímida e isso me desinibia. Não tenho tendência a ser viciada em nada, graças a Deus. Bebia tudo. Chope, vinho, coquetéis... Em grande quantidade. Hoje, não bebo nada. Duas vezes por ano bebo um chope.
    QUEM: Usou drogas?
    CO:
     Passou na minha vida. E ainda bem que passou. Nunca foi a minha. Sou muito panicada para fumar maconha. É uma droga que te leva a viajar, e cocaína é uma droga que parece que você vai morrer, sei lá, é esquisito. Não gosto.
    QUEM: Em 2000, você foi detida por portar maconha. Como foi esse episódio?
    CO: 
    Não era minha (ela estava indo viajar de carro com uma amiga)! O engraçado é que até minha filha riu e falou: “Mamãe, você é a única pessoa que vi ‘dançar’ sem fumar”. A questão da liberação da maconha é mais profunda quando você tem filhos. Uma das minhas maiores preocupações com a Dandara era ela querer experimentar. Falava aos berros com ela: “Pelo amor de Deus, não faça isso!”
    QUEM: Qual é seu vício hoje?
    CO: 
    Confesso que sou viciada em roupas. Tem grifes que não deixo de comprar. Não falo quantas vezes vou ao shopping por semana, mas, quando vou, não volto sem sacolas. Tenho um quarto cheio de roupas de que não preciso, mas me dá prazer comprar. É um vício.
    •  QUEM: Caberia procurar ajuda?

    CO: Ainda não, acho que há coisas mais importantes para falar com o terapeuta, se preciso for
    QUEM: É verdade que você foi criada por uma tia
    CO:
     Fui morar com minha tia por problemas familiares. Não fui criada pela minha mãe e nunca tive contato com meu pai. Aos 5 anos, a conheci e só a partir dos 8 é que fui morar com ela. Lembro desse dia. Ela me levou um vestidinho de presente. Sempre chamei minha tia de mãe e meu tio de pai, mas, quando acabaram de me contar que ela era minha verdadeira mãe, disse: “Tenho duas mães”. Não foi um drama, um “oh, meu Deus!”. Só pensava “Caramba, tenho duas mães! Que felicidade!”

    QUEM: Como foi essa adaptação?
    CO: 
    Foi difícil. Tive que mudar a vida, mas com 12 anos voltei a morar com minha tia, onde tudo estava estruturado. Minha mãe era montadora de cinema na década de 1970 e... Era uma educação diferente da que eu estava acostumada. Não tinha ninguém para ficar comigo. Mas eu a admirava... Ela era lúdica, me ensinou a tocar violão, eu vivia vestida de princesa. Só era diferente do mundo a que eu já estava acostumada
    QUEM: Quantas vezes se casou?
    CO: 
    Ah, não sei! Não me faça essa pergunta. Morei junto, né? Sei lá, devo ter casado umas sete vezes. Ainda falta maturidade da minha parte, paciência, talvez. Relacionamento não tem regras, mas técnica. Gosto do meu espaço. Encontrar alguém que saiba ficar em silêncio é difícil, ator é egoísta
    QUEM: Você se vê envelhecendo ao lado do Yussef?
    CO: 
    Não sei, ele é mais novo, aí vou envelhecer e ele não. Tudo é difícil... O que tiver que ser, será.
    QUEM: Que balanço faz da vida?
    CO: 
    Tirando as drogas, que não curto, tenho alma hippie. Mas sou uma hippie Armani. Uso até roupinha de chitão, mas gosto de uma boa roupa (risos). Me veem como hippie, natureba, que faz ioga, que não come carne, mas não é verdade. Como até rabada!




    http://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2014/02/claudia-ohana-tenho-alma-hippie-mas-sou-uma-hippie-armani.html

    3 comentários:

    Unknown disse...

    Muito legal a entrevista. O blog é muito legal. Agora, estive pensando que poderia ter um espaço para as premiações e indicações da Claudia. Lembro que ela ganhou um prêmio pelo filme "A novela das 8", foi indicada a outro, sendo que Camila Pitanga levou , prêmio de melhor vilã, pela "A próxima vítima". Valeu

    José disse...

    Olá, obrigado pelo comentário e pelo elogio! Realmente será muito interessante criar um espaço para as premiações e indicações da Claudia. Farei uma pesquisa sobre esse assunto assim que possível. Aproveito a oportunidade para dizer que se por acaso você tiver algum material da Ohana e queira compartilhar aqui no blog, só falar! Será uma satisfação! Valeu pela visita e volte sempre!

    Unknown disse...
    Este comentário foi removido pelo autor.

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